Rio Este: a via azul na mobilidade

Ideias Políticas

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Francisco Mota

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O tão conhecido eixo desportivo da rodovia, assumiu ao longo dos anos uma centralidade imprescindível não só na prática desportiva, mas sobretudo no contexto social de cidade. Com a regeneração das margens do rio Este, iniciadas em 2009, a ligação deste eixo à transversalidade da cidade e a estruturas de serviço, habitabilidade, comércio e cultura rapidamente despoletou a necessidade de repensar e de projectar uma nova dinâmica do eixo desportivo.

A ciclovia e a ecovia atravessam todo o equipamento em causa permitindo projectar em cerca de 12km uma ligação de excelência, a exemplo de outras cidades europeias, entre aquele que deverá ser o grande parque de cidade (Monte Picoto - Parque da Ponte - Parque das Camélias) e um outro importante pólo desportivo que engloba o Estádio 1.º Maio, PEB, o Pavilhão Flávio Sá Leite, os campos desportivos das Camélias e o Estádio do Maximinense.

Com a proximidade à Universidade do Minho, campeã da Europa universitária por diversas ocasiões, bem como o facto de Braga ser a cidade mais jovem do país, permite garantir, com o investimento de 3 milhões de euros na diversificação de equipamentos desportivos para diversas modalidades, uma aposta ganha do município para os bracarenses. Este será certamente um importante investimento, que consigo trará outros tão importantes e estratégicos que vão continuar a assumir a valorização das margens do rio este como central na mobilidade da cidade, não apenas em lazer, mas sobretudo em deslocações diárias da população.

O potencial de uma zona ribeirinha em contexto urbano, não pode ser mais desperdiçada nem atirada para segundo plano. Acredito que a última face de intervenção no rio Este até ao complexo da Bosch pode e deve ser um desafio nas alterações de hábitos da mobilidade sustentável. Tratando-se de um complexo empresarial com milhares de trabalhadores, deve a entidade pública com as entidades privadas potenciar políticas conjuntas de incentivo ao uso da bicicleta naquela que será uma das vias de melhor acesso ao complexo, as margens do rio Este.

A transversalidade do Rio Este permite a circulação de pessoas, ciclistas, e apaixonados do desporto ao ar livre de uma forma mais segura e sustentável. Não existe congestionamentos em hora de ponta e potencia o contacto com a fauna e a flora em contexto urbano. São inúmeras as vantagens associadas à valorização das margens do rio, que a população deve promover como melhoria da sua qualidade de vida.

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