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Borges de Pinho

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1Marcelo hoje não tirou nenhuma selfie, não sorriu, não levou nenhum apertão, e não fez qualquer comentário sobre a governação e os casos actuais da política. Nem deu qualquer abraço nem viajou para fora de Belém, onde tem vindo a “brincar” aos presidentes, nem se deslocou em viagem a qualquer país da Europa ou do Mundo, e, muito menos, foi a Alguidares de Baixo. Não foi ao futebol nem a Fátima, sendo certo que já acabaram o Portugal Fashion e os desfiles da moda. Não condecorou ninguém, vivo ou falecido, não foi a inaugurações e tão só manteve o usual semblante onde um quase despercebido e incons- ciente tique nervoso de “afagar” o mento com os dedos. De igual modo não foi visto nas TVs nem sob os flashes dos media, não se tendo tido conhecimento de que tenha ido a lares da 3.ª idade, infantários e escolas ou confraternizado com sem-abrigo, a comer e a vender a revista “Caes”. Naturalmente é de se recear que esteja doente ou com um qualquer ataque de hipocondria, de que diz afectado.

2 Quem está bem e rijo que nem um pêro é o Costa, de peito cheio com as sondagens e com o seu usual sorrizinho cínico, aliás a imagem de marca duma figura façanhuda, forte e senhora de si. Apesar dos pesares está tudo bem no reino da Dinamarca, como é vulgar dizer-se, mas já dá riso o nervosismo dos Bloco e PC adivinhando um pontapé no trazeiro se obtida a maioria absoluta, de certo modo já anunciada. Aliás, as divergências, os poucos arrufos e momentos de desentendimento com os comparsas geringonços, alguns socialistas, certos republicanos e outros maçónicos não o preocupam e são ultrapassáveis, como também não o preocupa o galopante aumento da dívida pública. E Centeno, nas idas a Bruxelas e a dar muitas explicações, vem mantendo a usual figura e o ar de “coitadinho” a que nos habituou, cabeça ligeiramente inclinada, olhar vago e amorfo e uma “converseta” de bonacheirão entendido que ninguém entende. Mas insiste num habitual sorriso estereotipado, indefinido e incaracterístico que não se ousa classificar porquanto talvez tão só espelhe e reflicta esparsos e intrigantes efluxos da alma e da mente, senão mesmo esconsos.

3 O Costa do BdP continua em funções contra a vontade de muitos e apesar da preocupante situação da Banca, com o Montepio “afundado” em problemas, a Santa Casa da Misericórdia a “querer” chegar-se à frente, a CGD em processo de recapitalização e “encolha”de pessoal e balcões, e com a venda do Novo Banco “embrulhada” em dúvidas, interrogações e incertezas, numa “nebulosa” discutível, questionável e controversa. A apregoada “bondade” do negócio debate-se entre riscos para os contribuintes e a verdade-realidade do caso, aliás habilidosamente torneada pelo A. Costa mas logo “torpedea- da” pelas “falta de jeito” e “atrapalhação” do Galamba. Um “negócio” a tal ponto congeminado e apressado que Marcelo não foi capaz de apagar o “incêndio” que se deflagrou nem ultrapassar as perturbações e posições dos geringonços, com o PC pugnando pela nacionalização e o Bloco desagradado pela venda a privados. O futuro, na sua realidade, assusta e perturba pois têm sido os contribuintes a “sustentar” a Banca, a “pagar” os “golpes” e loucuras dos banqueiros e comparsas, e a “aparar” os desleixos do BdP. Constâncio, também um dos responsáveis pela crise e situação económica-financeira do País, continua na sua vidinha de encolhas e inacção, tal como quando esteve no BdP, não fiscalizando como devia e depois “fugindo” para o BCE , talvez receando o DDT e o seu clã, as “mentiras” da banca e as negociatas políticas e outras.
4 Não é anedota!... Centeno foi falado como uma pessoa “cobiçada” para a chefia do Eurogrupo substituindo Jeroen Dijsselbloem, o holandês que “chocou” todo o mundo do sul, mas sobretudo Portugal, ao falar na necessidade de redução de despesas com mulheres e copos, equacionando resgates e a utilização dos fundos. Gritou-se e pugnou-se pela sua demissão, e Mourinho até foi a Bruxelas como porta-voz caricato de um aviso-advertência e para um solene pedido de desculpas. Jeroen, de quem Costa diz estar “de passagem” e ter tido “palavras intragáveis”, trocou as voltas, não se demitiu e Portugal, com entrada de leão, teve saída de sendeiro, de certo modo ridícula. E o Mourinho só não foi parar a Manchester como apanha-bolas nos treinos do primo por não se lhe conhecer jeito. No entanto, diga-se, a solução-Centeno para a chefia do Eurogrupo nem seria descartável pois, apesar dos seus genes sulistas, não tem perfil nem ar de quem viva vocacionado para mulheres e copos, sendo certo que no sul, o que Jeroen devia saber e ficar calado, há muito boa gente abstémia quanto a álcool e mulheres, e ninguém tem nada com issso. Quanto ao Centeno, apesar dos “ruídos” e “embrulhos” havidos com a recapitalização da CGD, venda do Novo Banco, etc., de momento até está em alta, tal como o governo, devido às estatísticas. Como aliás em alta, assustadora e galopante está a dívida pública, mas não é preocupante pois o “filófofo”e “multimilionário” Sócrates sempre disse que “as dívidas são para se ir pagando...”.

5 Chocante e preocupante é ter-se vendido o Novo Banco “pelo pêlo do cão” à Lone Star, apesar dos milhões lá metidos pelo Estado, com o Fundo de Resolução, “braço público” do mesmo Estado, só com 25% e sem poderes de gestão. Face ao histórico do BES, aos Salgados e seus clãs, aos múltiplos casos havidos na Banca com negócios, esquemas e falcatruas conhecidas, nada de bom se antevê para os contribuintes, apesar dos balofos sorrisos, palavras e “aconchegos” do Costa e Marcelo. Mas ainda temos fé que da Suíça venha algo que salve os lesados, enganados e contribuintes, contrariando a “política justicialista” e “contorcionista” da Relação de Lisboa quanto às medidas preventivas e seguristas atinentes aos bens do Sobrinho, um ex-bes, decretadas pelo juíz C. Alexandre. Aliás, pomos muitas reservas quanto à nossa legislação criminal, civil e fiscal e sua real eficácia porque, além de afectada por utópicos idealismos e princípios revolucionários ultrapassados e repudiados pelas realidade e vida, é gerada no parlamento e gabinetes onde “vingam” figurões “alapados” aos “recados” de grupos económicos e gente ligada à banca, às sociedades de advogados, às Maçonaria e Opus Dei, sempre “direccionados” a uma Justiça que seja “ útil e proveitosa”!...

6 Sócrates, pasme-se, não interpôs hoje nenhum recurso e o Araújo ficou mudo e calado, não dizendo alarvidades nem atacando C.Alexandre, o MP ou Rosário Teixeira. Nem voltou a falar na “cabala”política de que Sócrates se diz vítima. Aliás, afigura-se-nos que muita água ainda vai correr debaixo das pontes durante a preparação e “cozimento” deste “polvo”, duro e com muitas pernas, respeitante aos Sócrates, Varas, Salgados, S.Silvas, Bataglias, Granadeiros, Grupo Lena, Vale do Lobo e quejandos, até porque é impossível ignorar a manhosice dos “offshores”, as sujas “negociatas”, as ridículas afirmações de “inocência”, as “explicações” e “desculpas” caricatas e estapafúrdias de alguns e as “ trampolineirices” e “trafulhices” de muitos outros. No entanto, como pessoa de boa fé e crente, espera-se que a Justiça acabe por vingar e vencer, aqui, na Suíça, na Cochinchina e mesmo nas Ilhas Desertas.

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