A Hora do Planeta

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Ana Cristina Costa

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AHora do Planeta é uma iniciativa da WWF (World Wide Fund For Nature) que teve início em 2007 em Sidney, na Austrália, quando 2,2 milhões de pessoas e acima de 2.000 empresas apagaram as luzes durante uma hora, numa tomada de posição contra as alterações climáticas.
Um ano mais tarde a Hora do Planeta tornou-se um movimento de sustentabilidade global com mais de 50 milhões de pessoas, em 135 países, a mostrarem o seu apoio a esta causa ao apagarem, de forma simbólica, as suas luzes. Assim, monumentos reconhecidos internacionalmente ficaram às escuras, como símbolos de esperança por uma causa que se torna mais urgente a cada hora que passa e em qualquer parte do planeta.

Em 2016, no nosso país, 110 municípios aderiram e centenas de monumentos emblemáticos nacionais ficaram às escuras, como a Ponte 25 de Abril, o Mosteiro dos Jerónimos e o Cristo Rei, só na Grande Lisboa.
Assim, em 2017, todos são convidados a apagarem as suas luzes durante uma hora no sábado, dia 25 de março, às 20h30, para mostrarem o seu apoio à ação ambientalmente sustentável.
No distrito de Braga, conforme se conseguiu apurar, irão aderir: Barcelos, Braga, Cabeceiras de Basto, Esposende, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

Mas envolvendo-se os municípios ou não, todos os cidadãos conscientes o podem/devem fazer. Basta apagar as luzes do local onde se encontrarem, nesse período.

Mas a ideia é que não se fiquem pelo simbolismo e tomem consciência dos seus hábitos de consumo e se adaptem, de forma a terem uma menor pegada ecológica:
- preferindo produtos locais, sazonais e biológicos,
- reduzindo o consumo de carne e peixe, dando prioridade às leguminosas e cogumelos, como fonte de proteínas,
- evitando o mais possível as embalagens, levando os seus sacos ou carros de compras, ou mesmo frascos, quando os comerciantes vendem a granel e, quando isso não for possível, preferindo as embalagens maiores,
- usando lâmpadas de baixo consumo e equipamentos eficientes,
- deslocando-se em modos suaves (a pé ou de bicicleta) sempre que possível ou usando transportes públicos, dando preferência ao comboio para longas distâncias,
- fazendo uma eco-condução e aliviando o mais possível o peso da viatura e tendo o motor bem afinado e a pressão dos pneus adequada,
- separando os produtos que já não use e encaminhando-os para outras pessoas que lhes possam dar uso,
- separando os resíduos e encaminhando-os para a reciclagem,
- fazendo compostagem ou vermicompostagem,
- tendo uma horta ou canteiro biológico para ser autónomo, pelo menos, em flores e plantas aromáticas,
- se possuir jardim, plantando espécies autóctones, de mais baixa manutenção e reduzido consumo de água,
- bebendo água da torneira em vez de engarrafada,
- poupando água ao ter redutores de caudal, aproveitando a água fria antes de banho para outros fins, regando a horas adequadas, etc.,
- instalando um reservatório para guardar a água da chuva, útil na rega, lavagem de passeio e de carros,
- preferindo produtos reparáveis, resistentes e que não usem pilhas,
- nas ofertas, dando serviços em vez de produtos (ex. uma massagem em vez de uma peça de decoração),
- sempre que tenha conhecimento, dando preferência a empresas com preocupações ambientais,
- passando a mensagem a todos, nomeadamente os mais novos, que são normalmente mais recetivos!
Então, se neste sábado, entre as 20h30 e as 21h30, estiver a jantar, faça-o à luz das velas (de cera natural!) e verá que o ambiente é outro!

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