Coscuvilhices e outras coisas

Ideias

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Borges de Pinho

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1. Já nada nos perturba pela sua novidade, insólito e inesperado, mesmo tendo em linha de conta as “palhacices”, “verborrreias” e “incontinências” não expectáveis em certas figuras e personalidades do nosso mundo político-governamental, tanto mais que não nos é possível distrair do contínuo “festival político” no parlamento, onde os partidos se divertem, se insultam, mentem e... gozam à custa do povo. Mas não esperávamos a nomeação dos Louçã e Frasquilho para o Conselho Consultivo do Banco de Portugal, mormente do ex-dirigente do Bloco. Uma figura irritantemente ressabiada e com azia, com uns laivos de “esquerda do caviar” e sempre destilando críticas e afirmações insidiosas a tudo quanto cheire a “capitalismo”, “banca” e “direita”. Daí as nossas dúvidas de que os seus ideais e princípios anticapitalistas e de esquerda se possam casar com os liberais ou neo-liberais do Frasquilho, e mesmo “engolir” alguns sapos governamentais. No entanto, face ao estilo geringonceiro em vigor, às“vacas” a voar, aos “agrados” às Catarininhas, aos “distúrbios” concepcionais e às “distorsões” de mentalidade do Costa já tudo é possível, desde que o “descrispador” não faça ondas, sorria e se entretenha a “falaciar” sobre tudo o que mexe. Até porque o outro Costa, o do BdP, está sob fogo cerrado de uma esquerda unida graças a um programa da SIC sobre as misérias, aldrabices e malabarismos engenhosos sob o império do DDT (‘Dono disto Tudo’) e do BES, e os media continuam a destilar estórias enrodilhadas em transferências insólitas e incompreensíveis, offshores, luvas inexplicáveis, joguinhos do poder e corrupção, etc... Com envolvência, insinua-se às escâncaras, nos caso Marquês, negócios da PT, no Brasil, em Angola, Algarve, etc., e todo um elenco de figurões “embrulhados” em esquemas que se adivinham e se compreendem pois o “DDT” sempre foi um perigoso pesticida, a reclamar especiais cuidados nos contactos e uso. Uma “esquerda unida” que vai do caviar à “bolota”, entremeando uns caracóis, bifanas e os couratos das rulotes alapadas junto aos estádios de futebol, onde vinga e vem proliferando um mundo de interessados em “mamar”, salvar o seu e... em não fazer ondas. O Costa do BdP andou mal, a Mortágua e o BCP querem a sua demissão, o Marcelo e o Coelho “encolhem-se”, mas o Costa e o PS calam-se a contragosto. Constâncio andou melhor?... Agora está no BCE a ganhar uns cêntimozitos e o socialista Guterres, “fugido” do pântano, é hoje Secretário Geral da ONU, sendo natural e comprensível a cautela do PS. O homem já não serve, o Bloco quere-o fora do BdP, a “gerigonça” já pensa em retirar-lhe poderes e “o governo quer novo supervisor financeiro no topo da hierarquia” (DN; 10.3.17), criando “uma nova entidade, acima das restantes, com a responsabilidade de coordenar todos os supervisores (...) mas assumindo também algumas das competências hoje nas mãos do BdP: a resolução bancária e a supervisão macroprudencial” (id.). Enfim, uma nova entidade a fiscalizar o BdP e... mais uns “tachos” para os Louçãs, Frasquilhos, Galambas e mais “gericonços” deste país de folclore festivaleiro, enquanto Marcelo, com um e outro “espasmo” de incontinência, continuará a “brincar” aos presidentes, sorrindo, dando mais uns abraços, uns beijos e sujeitando-se a mais uns apertões e selfies do povão.
2. Por se falar em “incontinências”, todos sabem o incómodo, o desagradável e o preocupante de tal situação, muitas delas causadas por distúrbios de saúde, naturais confluências da idade e velhice e achaques psíquico-somáticos. São as ditas incontinências “húmidas” ou de “humores” humanos, de fragâncias desagradáveis e muito faladas nas TVs, com pro- paganda de fraldas, compressas, resguardos e pensos como solução-remédio para tais afecções. Mas há outras incontinências, muitas das vezes inatas ou genéticas, conexionadas com feitios, maneiras de ser, resquícios de passados, hábitos doentios e incontroláveis “apetites” para meter o nariz em tudo e sobre tudo “botar” faladura, que se apresentam também muito incómodas, perturbadoras, desagradáveis e virulentas, mesmo quando argamassadas em “tolas” e “desgarradas” vaidades e em incontroláveis “desejos” exibicionistas. E se as primeiras, as “húmidas”, se perfilam como as mais usuais, naturais, conhecidas e generalizadas, lamenta-se que ainda não tenham sido propagandeados e desenvolvidos artefactos e outros meios de contenção que ponham fim às incontinências verbais. Por vezes chocantes, absurdas, idiotas, não expectáveis, chocarreiras e até ofensivas como muitas das que pululam e vingam em certas figuras e figurões políticos e da área do poder, sempre muito lestos em “bolçar” comentários e observações em que a inconveniência, o despropósito, a insensatez e mesmo o ridículo “atropelam” poses e funções estaduais, maculando e “sujando” personalidades. Na verdade importa pôr termo a tais incontinências, acabando-se de vez com os “odores”, “incómodos” e “perturbações” de palavras, frases, observações e comentários inconvenientes “soltados” devido a feitios, hábitos, formação, esconsos desígnios, ou... simples deformação, e evitando-se assim mais “crispação”.
3. Aliás quanto a este tema,Teodora Cardoso não merecia os reparos e comentários bolçados até por quem tinha o dever de estar calado, anotando-se não ter passado despercebido o comentário “com acinte despropositado” de Marcelo, aliás na sequência da sua habitual e useira “incontinência opinativa” (Cintra Torres, CM, 5.3.17), nem o do deputado Miguel Tiago, do PC, “ao dizer que milagre era Teodora ainda ter salário e emprego” por ter considerado que a redução do défice só fora possível graças a medidas extraordinárias e, até certo ponto, fora quase um milagre( id. CM). A opinião, de quem não é política e de certo modo funciona como provedora do contribuinte, de modo nenhum justificava que se dissesse que “milagres só em Fátima” e que tudo “saiu do pêlo do povo”, para mais quando a realidade demonstra que os bons resultados governamentais da geringonça, de que se vangloriam, se ficaram a dever sobretudo ao PERES, a falta de investimento no sector público e a ocasionais e fortuitos factores, não sendo possível, natural nem expectável ignorar os “disparates” da geringonça, a sua doentia “crença” em meros dados estatísticos e as utópicas “fézadas” de melhoria quando se teima em apostar em aumento das despesas de públicas. Mais do que mostrar acordo ou desacordo com as governanças há que atentar nas realidades e suas vivências, nada legitimando o comentário-graçola de Marcelo, de mau gosto e inconveniente, envolvendo Fátima e o pêlo do povo. De onde sai e vem saindo, como sensaborona “piada”, o seu dispendioso e oneroso modo de “brincar a presidente” e as muitas “brincalhotices”, em palavras e actos, dos políticos. Aliás um presidente, mesmo “coaptado” à geringonça, não está obrigado a “amens”, a tirar sempre selfies ou a se abrigar sob o guarda-chuva do Costa. Um “irritante optimista”, como já disse, mas que não passa de um “jogador” oportunista, hábil, inteligente e de “rasgado e cínico sorriso”.

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