Um ano depois...

Ideias Políticas

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Francisco Mota

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A s mudanças na liderança de qualquer organização oferecem renovação e nova energia, por si só são positivas e desamarram as instituições do comodismo. Aliás já tive oportunidade de reflectir isso mesmo em diversos fóruns afirmando que a grandeza de uma liderança não está no momento da entrada, mas antes sim no da saída.
Assim foi à cerca de um ano no CDS, saía Paulo Portas e entrava Assunção Cristas. O carismático líder, conhecido por Paulinho das Feiras, marcou uma geração de políticos, reconhecido por alguns politólogos como um dos melhores, reconquistou os Portugueses junto do CDS e iniciou a reafirmação do partido no poder autárquico.

Um ano depois e com uma liderança muito própria Assunção Cristas procura reposicionar o partido à sua imagem. Muitos dirão que pode ser a única forma de salvar o CDS eu diria que tenho muitas dúvidas.
O partido afirmativo e identitário de Assunção Cristas apenas precisa de cumprir o CDS, como fizemos até hoje.
Estamos certos da grandeza do nosso partido, da sua história e ideologia francamente demarcada. A declaração de princípio do CDS é clara, defendemos o humanismo personalista porque ele é, mais do que qualquer outra ideologia, o melhor caminho através do qual se procura combater a exploração e a opressão do homem pelo homem.

Sempre nos identificamos como democrata cristãos, defendemos a vida e a valorização do Homem, a iniciativa privada na economia e a liberdade de escolha do povo português.
Nos últimos 13 anos assumimos responsabilidades governativas duas vezes e marcamos uma agenda política que trouxe resultados ao partido, mas sobretudo aos portugueses, quando fomos capazes de concretizar os nossos projectos em melhorias da qualidade de vida dos nossos concidadãos.

Este último ano fica sobretudo marcado pela coragem politica de Assunção Cristas na candidatura autárquica a Lisboa, mas convém recordar que existem outras candidaturas estratégicas, como em Braga sendo a maior autarquia onde o CDS assume funções governativas.
Estou certo que está a presidente do partido em período de aprendizagem, mas é necessário encarar as estruturas do partido de frente, toma-las em consideração nas visões locais e construir um partido das bases.
Um ano depois, poderei dizer que falta mais um para colocar o partido em direcção ao futuro e juntos fazermos crescer um CDS Por Portugal!

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