A Internacionalização da Economia Portuguesa

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Abílio Vilaça

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As exportações de máquinas e equipamentos produzidos em Portugal por um vasto conjunto de PME´s da Metalurgia e Metalomecânica, estão a contribuir para uma recuperação invejável. Vejamos o que se tem passado efetivamente na internacionalização da Economia Portuguesa para melhor compreender esse contributo. Efetivamente a internacionalização da economia requer um tecido empresarial disposto a enfrentar os desafios que os mercados internacionais colocam. Olhando a balança comercial portuguesa damo-nos conta de um posicionamento extremamente positivo das rubricas de máquinas e aparelhos e de veículos e outros materiais relativamente ao mesmo período do ano anterior (jan a out). Regista-se assim que na rubrica máquinas e aparelhos em 2015 o valor das exportações registaram o valor de 14,5 mil milhões de euros e no mesmo período de 2016 este valor cresce para 15,3 mil milhões de euros. Se ao desempenho das PME´s que exportaram máquinas e aparelhos adicionarmos as empresas que produziram veículos e outros materiais, então teremos um acréscimo de 11,5 mil milhões de euros. Acumuladamente estas duas rúbricas demonstram um setor de atividade virtuoso, com um bom contributo para a internacionalização da economia portuguesa.
Quando aprofundamos um pouco mais, constatamos que empresas como a Ferneto (Vagos), Ramalhos (Águeda), a Jordão Cooling Systems (Guimarães), a Sulnor (Braga), entre outras aparecem já implantadas em mais de três dezenas de mercados internacionais e em franco desenvolvimento (EUA, Canadá, México, França, Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, Suécia, Polónia, Hungria, Turquia, Grécia, Suíça, Holanda, Alemanha, Roménia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Malawi, Marrocos, Nigéria, Líbia, Senegal, Chade, Filipinas, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Austrália).
A balança comercial portuguesa possui um deficit que para poder ser atenuado requer que vários fatores possam concorrer para a sua formação mais virtuosa, necessidade de mais exportações, redução das importações, aumento das remessas de emigrantes, captação de investimento estrangeiro, redução da despesa do estado e aumento da dinâmica turística. Portugal tem conquistado posições relevantes em vários rankings mundiais, 46º maior economia do mundo em termos do PIB, 39º país mais competitivo, 27º país em termos de desenvolvimento humano, 6º país mais seguro do mundo, 3º pais em termos de hospitalidade turística. Todos aqueles rankings colocam Portugal num patamar de interesse para o desenvolvimento económico futuro. Poderemos referir que o caminho está a ser feito de forma sistemática e alinhada com a melhoria do posicionamento geopolítico e económico de Portugal.
As PME´s continuam a labutar intensamente para conquistar posições de relevo e têm-no conseguido, a apurar pelos grupos de produtos exportados e onde temos vindo a conquistar novos mercados. Existe hoje a consciência empresarial de que a vantagem competitiva das empresas portuguesas está sobretudo nos mercados externos. Quando a aposta é estruturada e sustentada em ações articuladas política e empresarialmente os resultados são verdadeiramente positivos.
Estamos agora melhor preparados para responder aos desafios que se nos colocam os novos mercados, as nossas empresas PME´s integram-se bem no conceito do “small is beautifull” que caracterizam as empresas flexíveis e dinâmicas que possuem maior capacidade de adaptação á incerteza que vai caracterizando os mercados na atualidade. Responder em tempo, cumprir normas de qualidade exigentes e adequar a tecnologia á inovação e criatividade tem ajudado a projetar competências empresariais que vão surpreendendo positivamente os clientes mais exigentes. A Ferneto por exemplo ao colocar batedeiras industriais nas pastelarias e panificadoras dos barcos de cruzeiro ou em barcos de guerra americanos está a demonstrar essa extraordinária capacidade de produzir um equipamento para ambientes extremamente agressivos como aqueles que resultam do ambiente marítimo. Aquele facto permitiu afirmar a Ferneto em mercados muito exigentes. A Jordão Cooling System tem conseguido acompanhar os operadores da grande distribuição portuguesa em outros países com vantagens, o mesmo acontecendo com a Ramalhos e a Sulnor.
O tecido empresarial português pelo que se vai podendo constatar pelos registos do INE, tem cumprido a missão de exportar e apoiar dessa forma a internacionalização da economia portuguesa, melhorando a sua balança comercial. Associando á vitalização da indústria, como acontece com o calçado, a têxtil, a cortiça, o vinho de qualidade, o ovoproduto, as pastas de fruta, entre outros fica claro que estamos no caminho certo.
Portugal faz bem e segue no caminho certo. Importa racionalizar a administração e acompanhar de forma inteligente os investimentos que se estão a implantar no setor industrial exportador. O turismo incoming que está a ser conquistado por via da implementação de uma estratégia assente num plano de médio e longo prazos está a produzir resultados muito consistentes que se mantêm estáveis e ambiciosos.

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