Voluntários da Leitura - porquê ser voluntário?

Voz às Bibliotecas

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Aida Alves

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As bases do enquadramento jurídico do voluntariado estão enquadradas na Lei nº 71/98 de 3 de Novembro. Esta lei “visa promover e garantir a todos os cidadãos a participação solidária em acções de voluntariado e definir as bases do seu enquadramento jurídico”. Nesse sentido, “voluntariado é o conjunto de acções de interesse social e comunitárias realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas.” Não estão abrangidas pela presente lei as atuações que, embora desinteressadas, tenham um carácter isolado e esporádico ou sejam determinadas por razões familiares, de amizade e de boa vizinhança.

No próximo dia 5 de dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Voluntários. A data tem como objetivo incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo. Esta data foi proclamada em Dezembro de 1985 pelas Nações Unidas.
Existem várias razões e motivos para fazer voluntariado. Antes de mais, é necessário ter tempo disponível e ser solidário, é preciso gostar de ajudar o próximo e auto-realizar-se nessa actividade, querer conhecer-se novas pessoas, ganhar experiências, conhecer novas realidades e ajudar a vencer obstáculos (muitas vezes os seus próprios e os dos outros). Ser voluntário em causa alheia é ser agente de um ato de cidadania, contribuindo para reduzir disparidades sociais.

No âmbito das bibliotecas, escolares e públicas, interessa realçar a importante função do voluntariado da leitura. Sabemos qua a leitura e a escrita são competências básicas que todo e qualquer cidadão deve possuir e que lhe proporcionam mecanismos de aprendizagem e de participação ativa na sociedade ao longo de toda a vida. A família, a escola, todas as instituições educadoras, e, no geral, toda a sociedade, devem caminhar no sentido de proporcionar ambientes permanentes de aprendizagem do indivíduo.

O voluntário da leitura poderá ser um dos mais importantes mediadores da leitura, muitas vezes em contexto de tutoria, que, ativamente, pode ajudar a promover momentos aprazíveis de fruição da leitura junto de crianças, jovens e adultos, em processos importantes de apre-ensão de competências leitoras, em contextos de educação não formal. Muitas vezes, de forma lúdica, conseguem-se obter importantes resultados de aprendizagem.
Em Portugal, existe a iniciativa nacional intitulada Voluntários da Leitura [http://www.voluntariosdaleitura.org], implementada em Portugal desde 2012. É coordenada institucionalmente pelo CITI - Centro de Investigação para Tecnologias Interativas da Universidade Nova de Lisboa e a AVL - Associação para o Voluntariado de Leitura e tem como coordenadora geral Isabel Alçada (investigadora, escritora, pensadora e docente).

Esta iniciativa tem como objectivos “sensibilizar as instituições promotoras de leitura para as vantagens de se abrirem para o acolhimento de voluntários; apoiar iniciativas de escolas, bibliotecas e outras organizações na captação, no enquadramento de voluntários de leitura e na divulgação das atividades realizadas junto da sua comunidade; sensibilizar a sociedade civil para o valor social do voluntariado de leitura e estimular a adesão de voluntários através de uma plataforma digital que facilite inscrições e funcione como instrumento congregador entre voluntários e profissionais”.

Em Braga, a iniciativa Voluntários da Leitura está a ser coordenada pelo Pelouro da Educação e Cultura do Município de Braga e conta com o apoio da Rede de Bibliotecas de Braga.
Os voluntários, pelo seu carácter empenhado e altruísta, são uma parte muito importante do processo de promoção da leitura e da motivação das crianças, jovens e adultos para a leitura. Realizam um importante serviço social, de forma desinteressada e, com isso, contribuem para uma sociedade mais equilibrada, mais informada e participativa.

É, portanto, meritória a existência deste tipo de agentes promotores da leitura e escrita e, a sociedade e o mundo só terão a ganhar se mais e mais pessoas aderirem a esta causa.

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