O estado da nossa (des)Educação

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Jorge Matos

Mais uma vez o ano letivo começou com milhares de docentes por colocar e alunos que continuam sem professores. No entanto, o nosso ministro da Educação continua a declarar que tudo está a decorrer com normalidade e melhor do que no ano transato.
Porém sabemos que não é o caso e que mais uma vez os grandes prejudicados são as nossas crianças que continuam abandonadas nas escolas, por culpa de políticas erradas, e por opções meramente economicistas.

No caso concreto do primeiro ciclo, antiga escola primária, existem outros casos lamentáveis que demonstram a incompetência de quem nos governa. Como é que se pode pedir a professores de outros ciclos, que lecionam outro tipo de disciplinas, nomeadamente professores de inglês, físico química, ciências, etc. para ensinar alunos a ler e escrever, aptidões que requerem uma formação universitária especializada na área da leitura e nos processos de desenvolvimento das crianças. Estes professores tiveram uma formação que os preparou para trabalhar com determinados conteúdos programáticos e materiais que nada têm a ver com as competências exigidas no primeiro ciclo. Além disso, a facha etária dos alunos com os quais estes professores estão habituados a trabalhar não se coaduna com alunos cujas idades se englobam entre os 6 e os 9 anos.

Sabendo nós da importância do primeiro ciclo, que é a base, o alicerce para um bom percurso escolar, pode um professor não formado nessa área tomar as rédeas de uma turma e desempenhar o seu papel de formador e orientador de um currículo para o qual não foi preparado? Vários estudos internacionais referem que ter uma excelente formação nos quatro primeiros anos da escola garante à criança um melhor desempenho na universidade e posteriormente, que esteja bem preparada para enfrentar o mercado de trabalho. Será que os nossos governantes estão sensibilizados ou se importam com tal facto?

Cabe-nos a nós Sociedade e Pais, em conjunto, refletir sobre o equívoco destas medidas, que apenas vêm demonstrar a condição em que se encontra o nosso país. Lamentavelmente, o estado desinteressa-se com a educação/formação dos nossos jovens, além de um total desinvestimento no primeiro ciclo e no futuro dos nossos filhos.

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