As lideranças políticas

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António Fernandes

As sociedades em geral, e os partidos políticos em particular, de quem se espera responsabilidade acrescida na organização do Estado em torno das respostas a dar mediante as responsabilidades deste para com os contribuintes na assunção dos deveres e dos direitos, num exercício de Humanismo simples e equilibrado entre todos os segmentos da sociedade, com predominância para a orgânica da pirâmide legislativa e de aplicação da justiça, num tempo acelerado e de transformações transversais em todos os domínios.

É um cenário em que os partidos políticos, ao que parece, foram apanhados de surpresa e que atempadamente deviam ter previsto, e politicamente acautelado! Nomeadamente no que aos ajustamentos na regulação das consequências decorrentes da uniformização da produção, transformação, distribuição, e consumo. Assim como a todas as dinâmicas que direta e indiretamente influenciam o rumo das sociedades. A livre concorrência desregrou os canais comuns de trânsito económico, social e político. 

A liberalização desregrou as relações entre países e as respetivas contas correntes que mediavam a balança comercial e o entendimento possível de âmbito financeiro. Micro e Macro económico. O descalabro financeiro abriu brechas na confiança política entre os cidadãos e os eleitos para a gestão do patrimônio publico. Os partidos políticos caíram em descrédito!

As constantes e incisivas alterações nas condições de vida mudaram o mundo, os Homens e por consequência a concepção sobre o modelo e as exigência a ter com as suas lideranças. Mais concretamente as lideranças políticas. Porque, sendo a liderança política a que emana diretrizes legais e sobre as mesmas exerce fiscalização coerciva e outras, influidoras e influenciadoras da forma e da condição de vida das pessoas, depende sempre do julgamento destas.

A que acresce o enfoque mediatico com impacto social e de poder, e que por isso também, criou uma áurea de tabu em seu redor de forma a coartar o livre exercício opinativo sobre a existência, ou não, de uma crise sem precedentes Históricos no que ao exercício de liderança político partidária diz respeito, criando assim, um vazio condutor de visão futura do mundo e das sociedades, e sintomatologia de um estado de orfandade liderante na lide partidária.

Esta matéria, a da liderança, é de contorno complexo por imperativos de conjuntura abrangente e transversal a uma concepção de sociedade completamente nova e em que as tecnologias, a inovação, o conhecimento e a formação dos indivíduos atinge níveis acima da média estabelecida, entre muitos outros fatores de relevo dignos de registo.

Questionam-se por isso as lideranças impostas, face à dificuldade extrema em vingar, salvo quando rodeadas pela incompetência servil e se por via corporativa conseguirem impor dinâmica de grupo ou de lobie de interesse. Liderança a que restam duas vias: a da imposição pessoal por via ditatorial; a da imposição de chefia por grupo influente no seio da organização. No entanto, estas lideranças, serão sempre de desgaste rápido no tempo por falta de valores e referências de suporte. Pessoal e social.

Depois, há a liderança que emerge com naturalidade em um contexto de aceitação democrática. Liderança assente na capacidade em aprender a perceber o Homem e o mundo num contexto de mudança permanente em que as novas realidades: sociais; políticas; económicas; e outras; são fator determinante de juízo político permanente para o presente e para o futuro das civilizações. Assim sendo, a 'Orfandade' de liderança que alguns ajuízam existir, é um estigma estereotipado que os despe da experiência que arrogam, e que lhes é exigível - porque para isso foram eleitos- e também porque a ciência política agrega correntes de opinião e do pensamento, e não o pensamento uno personificado, e muito menos personagens dependentes do pensamento de quem quer que seja!

A liderança é uma questão residente nos cenários local, nacional e internacional de há uns anos a esta parte mais concretamente após a 'revolução tecnológica' nossa contemporânea, que sendo de importância relativa para uns, e de importância vital para outros,  não é um drama existencial de fundo nem sequer de relevo para muitos outros, uma vez que a diluição das lideranças omnipresentes se prende com a capacidade dos povos e das civilizações em se autonomizarem. E as lideranças democráticas emergentes resultam da vontade e do reconhecimento desses mesmos povos e das suas civilizações!

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